quarta-feira, 9 de abril de 2008

ADOLESCÊNCIA.

Fiz um deserto onde te podia amar
Montei um oceano onde te podia beijar
Compus uma melodia de pernas pro' ar

No meu deserto, a areia é feita com cristais de luar
E quando os piso, sinto o sangue descarrilar

No meu oceano, as marés vão e vem sem fim
E nelas vagueio sem nunca ter quem espere por mim

A minha melodia é muda ,sem voz
E canta mais alto que nenhum de vós

Resta-me um deserto vermelho
Uma eternidades de marés
Uma voz que não canta e é ouvida.

4 comentários:

Vieira Calado disse...

Olá, amiga!

Também já correspondi na sua adesão a visitas ao meu blog.

Obrigado.

Beijinho

Adriana disse...

é muda a vida sem amor.

Ana Martins disse...

Adolescência, uma etapa da vida por vezes dificil, mas também carregada de beleza e sonhos!

Beijinhos,
Ana Martins

Poeta Carlos Gargallo disse...

felicidades amiga por tus bellos poemas, un abrazo.